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Obsolescência digital: um custo silencioso para as organizações

obsolescência digital

A transformação digital é frequentemente associada à disponibilização de serviços online, à automação de processos e à adoção de novas plataformas, avanços relativamente comuns no quotidiano das organizações, que foram generalizando a perceção de simplicidade de implementação. No entanto, um dos maiores entraves à modernização de estruturas continua a passar bastante despercebido: a persistência de sistemas desatualizados, de aplicações que não comunicam entre si e de processos desenhados para uma realidade tecnológica ultrapassada.

Mais do que um desafio técnico, a obsolescência digital representa um custo estrutural com impactos diretos em várias dimensões, nomeadamente:

  • Do ponto de vista económico, aumenta os custos de manutenção de infraestruturas antigas e dificulta a adoção de soluções otimizadas;
  • Em termos operacionais, a introdução manual de dados compromete a produtividade e limita a capacidade de resposta das organizações;
  • Na perspetiva reputacional, a “burocracia tecnológica” fragiliza a confiança dos utilizadores, cuja expectativa é a de serviços intuitivos, rápidos e eficientes.

Quando transformar é resolver

Conhecendo estes e outros efeitos a partir de dentro, alguns casos de sucesso oferecem-nos boas pistas sobre como melhorar o presente e o futuro. Veja-se o exemplo da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, que desmaterializou os serviços consulares com o Portal Consultar, uma plataforma acessível tanto no formato web como em aplicação móvel, na qual os cidadãos podem requisitar e consultar documentos, sem se deslocar e com total segurança.

A nível internacional, a Estónia é amplamente reconhecida pela sua infraestrutura digital integrada, que permite a partilha segura de informação entre organismos públicos e reduz drasticamente a necessidade de o cidadão fornecer repetidamente os mesmos dados. O princípio “digital por defeito” e a centralização de múltiplos serviços num único ponto de acesso têm contribuído para uma relação mais intuitiva entre cidadãos, empresas e Estado.

A menos que as organizações assumam a obsolescência digital como modelo de negócio – um “paradigma ao contrário” estudado pelo grupo Euroconsumers -, desenvolver serviços centrados no utilizador e assentes em normas comuns de interoperabilidade e design é, hoje, um imperativo de negócio.

Modernizar (também) significa incluir

Superar a obsolescência digital implica, igualmente, incorporar princípios de acessibilidade e inclusão nas soluções, para responder às necessidades de diferentes perfis de utilizadores, incluindo pessoas com limitações funcionais, baixos níveis de literacia digital ou acesso condicionado à tecnologia. A simplicidade, a clareza e a usabilidade são elementos centrais de uma transformação digital orientada para uma resposta universal.

No curto prazo, ignorar a modernização digital pode parecer uma forma de adiar investimento; contudo, a médio e longo prazos, a ineficiência aporta custos acumulados substancialmente mais elevados: manutenção crescente, dependência de processos manuais, incapacidade de responder com rapidez e sofisticação.

Para a Opensoft, a modernização tecnológica não se resume à substituição de sistemas. Trata-se, sim, de redesenhar processos, promover interoperabilidade e construir respostas mais competentes, inclusivas e centradas no utilizador. No limite, o verdadeiro custo da obsolescência digital não está na tecnologia que envelhece, mas no valor (público) que deixa de ser criado. Contacte a nossa equipa e dê início ao seu processo de transformação digital.

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