Genericamente entendida como a capacidade de diferentes sistemas, aplicações, plataformas ou organizações trocarem, interpretarem e utilizarem informações de forma coordenada e transparente, exigindo pouca ou nenhuma intervenção do utilizador, a interoperabilidade de dados possibilita que dados originados num sistema sejam compreendidos e aplicados por outro(s), eliminando-se os chamados “silos de informação”, também conhecidos por “repositórios de dados”.
Em termos práticos, dados divididos entre diferentes sistemas não comunicam entre si, o que resulta em desafios de tempo desperdiçado à procura de respostas, tarefas duplicadas, equipas a trabalhar com informação incompleta e decisões sustentadas por contextos com lacunas. É por esta razão que o potencial de transformação digital não depende, em tão larga medida, das tecnologias que se adotam, mas sim da capacidade de transformar os dados produzidos em informação útil, acessível e acionável – processo no qual a interoperabilidade assume um papel determinante.
Mais aplicações não garantem mais eficiência
No decorrer da sua atividade, as organizações acumulam aplicações para responder a necessidades específicas: gestão de clientes, faturação, operações, recursos humanos ou análise de desempenho. A dificuldade surge quando estas soluções funcionam como “ilhas tecnológicas”, o que resulta na necessidade de ajustar formatos e reconciliar registos.
Para interligar informação estratégica dentro das organizações, a interoperabilidade exige a definição de regras, padrões e critérios que assegurem que os dados são compreendidos e utilizados corretamente. As dimensões Legal (leis, regulamentos, acordos), Organizacional (fluxos, entidades, responsabilidades), Semântica (vocabulário, significado, compreensão) e Técnica (infraestruturas, formatos, protocolos) estão entre as mais importantes camadas de aplicação que ajudam a garantir interoperabilidade.
Extrapolando os desafios de integração e interoperabilidade de dados no seio de uma entidade ou empresa para uma escala transnacional, ou mesmo global, a ONU – Organização das Nações Unidas exemplifica com boas práticas. Tendo identificado a necessidade de combater a “escassez, fragmentação e desigualdade das informações” recebidas no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030, a organização criou o seu próprio Roteiro de Dados e Estatísticas, uma iniciativa sem precedentes que “reforça a elaboração de políticas e a tomada de decisões baseadas em dados concretos”.
Integração que resulta em inteligência
Quando os sistemas comunicam, a informação deixa de estar confinada à aplicação que a produziu, uma especificidade relevante para, por exemplo, a adoção de Inteligência Artificial, uma vez que implica estabelecer uma estratégia de governação da informação, definir responsabilidades sobre os dados e garantir a segurança e o cumprimento das regras de proteção da informação.
A um nível mais local, também a Comissão Europeia reconhece a interoperabilidade como um fator essencial para que os serviços digitais funcionem de forma integrada, permitindo a troca segura de informação entre sistemas e entidades. E embora muitos exemplos do Velho Continente se situem na Administração Pública, o princípio é igualmente relevante para o universo empresarial: a tecnologia apenas concretiza o seu potencial pleno quando a informação pode circular e ser usada onde é necessária.
É a partir do valor extraído dos dados que as organizações e empresas cumprem, verdadeiramente, as suas jornadas de modernização tecnológica, por via da criação de condições para reduzir ineficiências, melhorar a colaboração e tomar decisões fundamentadas. Se procura um parceiro especializado para o processo de Transformação Digital da sua empresa, conheça as respostas de Integração de Sistemas da Opensoft.